| Dicas de Saúde |
| CAFÉ & SAÚDE |
|
|
| por Isabela Raposeiras | ||
|
Acabo de ver mais uma reportagem em que o café é o vilão... O café sempre foi cercado de polêmica na história de seu consumo no mundo. A igreja católica já tentou proibi-lo, as mulheres inglesas também já tentaram impedir que seus maridos o consumissem e ainda é uma das primeiras restrições médicas na dieta de pacientes. Será que a raiz das palavras café e cafeína fizeram desta bebida a vilã de vários males à saúde? Falando em cafeína, ela representa apenas 1% da composição total de um grão de café na espécie Arábica, cuja genética complexa concede-lhe muita sofisticação aromática e alta doçura, quando bem cultivada. O café é um potente anti-oxidante por ser o alimento com mais ácido clorogênico, tendo de 8 a 16% na composição do grão. As pesquisas mais recentes mostram resultados surpreendentes sobre os benefícios do café (torrado adequadamente, sem carbonização de componentes) à saúde, e derrubam alguns mitos que vêm sendo mantidos injustamente ao longo do convívio brasileiro com este produto. Alguns exemplos: Aprendizado infantil: o consumo de café na primeira refeição, na merenda escolar e no lanche da tarde aumenta a capacidade de aprendizado infantil. O café estimula o estado de vigília do cérebro aumentando, assim, a capacidade de concentração, aquisição e retenção de informação. Infelizmente, a cultura atual estimula o público infantil a consumir refrigerantes, sucos artificiais e chocolates que, na maioria das vezes, contêm gordura vegetal hidrogenada. Aparelho digestivo: O café não causa gastrite ou úlcera, mas seu consumo deve ser diminuído por pessoas que têm estas doenças. Os cafés da espécie arábica são menos agressivos e os produtos cujo blend é composto por 100% de grãos desta espécie devem ser priorizados. Câncer: pesquisas recentes comprovam que o café não contribui com a ocorrência de câncer, mas podem ajudar na prevenção pela ação anti-oxidante dos ácidos clorogênicos e a ação anti-cancerigena do cafestol. Asma: Nesta época em que os hospitais ficam cheios de vítimas de doenças respiratórias, o consumo moderado de café ajudaria os asmáticos leves a diminuír a incidência de crises por sua ação bronco-dilatadora. Atletas: o consumo de café por atletas que treinam intensamente aumenta a produção de endorfinas e encefalinas e têm sua performance aumentada. Os quinídeos e ácidos clorogêncicos do café bloqueiam os receptores estimulados pela endorfina forçando o cérebro a produzir mais dessa substância e aumentando o nível de auto-gratificação. Tabagismo e café: não há nenhuma relação química entre a dependência química do cigarro e o consumo de café. Há, sim, a relação social e o hábito comportamental que relaciona o consumo de uma xícara de café e o cigarro. Várias pessoas beneficiam-se do consumo de café ao interromperem o consumo de tabaco por sua ação antagonista de opióides. Várias medicações utilizadas no combate à dependência química contêm substâncias encontradas em abundância na composição química do café. Coração: a ação anti-oxidante do café contribui no combate a vários males que causam cardiopatias e, por isso, pesquisas relacionando o café e seus benefícios ao coração estão atualmente sendo conduzidas e seus resultados divulgados no site www.cafeesaude.com.br Existe uma questão econômica importante em relação ao café e que nos deveria motivar em relação a estimular o consumo da bebida. Somos o maior produtor mundial de café (responsável por 45% do total produzido no mundo) e o segundo consumidor mundial em volume. Aumentar o consumo interno da bebida contribuiria muito para a saúde nutricional do brasileiro, bem como a saúde econômica, pois agregaríamos mais valor à nossa matéria prima, gerando mais empregos. Desconhecer um dos principais produtos da nossa economia é, no mínimo, "dar tiro no pé". Afinal, somo o maior produtor mundial da commodity que, em faturamento, |
||